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	<description>&#34;E da minha consciência um Eu que não obtive, dentro de mim em mim cai.&#34; [Álvaro de Campos]</description>
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		<title>in.Constante</title>
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		<title>C&#8217;est fini?</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 20:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em algum momento, não sei precisar exatamente quando, parei de pensar como um “blogueiro”. Antes, os fatos e emoções me indicavam os próximos posts. Hoje, não mais neles penso. E quando chego a ter uma idéia [na verdade, tenho um &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/11/17/cest-fini/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=581&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align:justify;">Em algum momento, não sei precisar exatamente quando, parei de pensar como um “blogueiro”. Antes, os fatos e emoções me indicavam os próximos posts. Hoje, não mais neles penso. E quando chego a ter uma idéia [na verdade, tenho um “banco” de possíveis textos a serem feitos], não tenho coragem/disposição de escrever.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">O tesão acabou. Tesão em escrever, ressalte-se.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Não consegui escrever a dupla <span style="color:#000080;"><strong>“Um dos lados da moeda: Anne Frank”</strong></span> e <span style="color:#008000;"><strong>“O outro lado: Leo Auberg”</strong></span>. Seriam textos sobre os livros <span style="color:#ff0000;">“O diário de Anne Frank”</span> (amplamente conhecido) e <span style="color:#ff00ff;">“Tudo que tenho levo comigo”</span>, sobre a história de Leo Auberg, um alemão [homossexual] que vivia na Romênia no pós-guerra e foi enviado a campos de trabalho na Rússia para pagar pelos crimes de guerra só pelo simples fato de ser alemão. Ele viveu lá por 5 anos, quando à casa retornou. Este livro tem passagens lindíssimas e gostei muito de lê-lo .Nobel de Literatura merecido.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Cheguei à Anne Frank porque o holocausto é um momento [trágico, horripilante, desumano] da nossa história que me marca e choca muito. Tive a oportunidade de conhecer o esconderijo onde Anne ficou até ser denunciada e isso deu mais vontade de ler seu [dela] diário. E no meio da leitura dele,tomei conhecimento do outro, sobre o que alemães, boa parte inocente, sofreram. Era um desdobramento/capítulo da guerra por mim desconhecido. Dois lados de uma mesma [repugnante] moeda, a guerra, que eu queria que tivessem virado textos. Mas não consegui.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Também pretendia escrever sobre a <strong>não-dor</strong>. Um termo do Caio Fernando Abreu que me fez repensar a forma que me vejo em relação ao rancor. Há algum tempo me via rancoroso. Depois daquele conto, vejo apenas que muito do que eu julgava rancor é apenas uma lembrança de não-dor. Mas este texto também não saiu.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Textos não escritos sobre o conceito novo [para mim] de <span style="color:#ff00ff;"><strong>vidas e amores líquidos</strong></span>, do recomendadíssimo Zygmunt Bauman.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Sobre o momento feliz que tive quando li, em Llosa, que Faulkner, assim como eu, lia seus textos em voz alta para poder escutar-se. Acho isso importante para conhecer a agilidade do meu texto, se rápido, se coeso, se bom de ler e ouvir. Achava isso meio loucura e foi engraçado ver isto n’outro [claro, não pretendo com isso me comparar a ele, apenas dizer das descobertas que tive ao ler o <span style="color:#800000;"><strong>“Cartas a um jovem escritor”</strong></span>, do Llosa].</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Sobre minha relação com <span style="color:#000080;"><strong>religião e Deus</strong></span>. Sobre o quão surpreso fiquei quando, ao chegar ao Vaticano [não na quarta-feira, pois não queria ver o papa], chorei. Como aquele dia foi cheio de coincidências. Como não tinha percebido, até chegar lá, que o modo aleatório das músicas da Bethânia no ipod tinha escolhido músicas com um <em>quê</em> de religioso e que tocava, assim que coloquei os pés na Praça de São Pedro [no Vaticano], “Poema do Menino Jesus”, não sua versão completa [por motivos óbvios], mas a linda e devota versão <em>cutted</em> da Bethânia.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Sobre os <span style="color:#008000;"><strong>e-mails desaforados</strong></span> que recebi de um leitor, dizendo o que bem queria a meu respeito. Um desafeto querido. É assim que o considero. Victor Hugo desejou que todos tivessem ao menos um inimigo para que a gente possa se questionar vezenquando&#8230; Um desafeto querido, mas bobinho. Ou será que ele realmente acha que eu sou somente isso que aqui aparenta? Sou muito mais. Muito mais defeito, mais qualidade, mais imperfeição, mais incoerência, mais humano. Um desafeto querido, bobinho e constante, porque apesar de se irritar com o que eu escrevo, ele muitas vezes veio aqui [a considerar pelos e-mails sobre vários posts que recebi...].</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Sobre diversos outros assuntos que nem me lembro agora. Até a disposição para escrever este texto estava difícil. Preguiiiiça&#8230;</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Mas é isso. Ao que tudo indica, este é o último post deste blogue. Talvez eu sinta saudades e escreva aleatoriamente. Talvez a saudade aumente tanto que eu volte a produzir textos freqüentemente. Já cansei aqui de me promover inconstante e me assegurar o direito de mudar <em>rs</em>.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Foi muito bom estar aqui. Escrever coisas que julguei muito boas para mim, por me permitir parar para concatenar idéias. Testar as capacidades de meu português não tão ruim. Conhecer blogues, blogueiros e leitores.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Devo continuar presente nos blogues que leio. Mas talvez mude para o eu de verdade nos comentários, vai saber.</h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Um xêro bem gostoso pra vocês&#8230;</span></h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Um xêro com gostinho de fim&#8230;</span></h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;">Gostinho que pode mudar em breve, repito-me.</span></h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#ff00ff;">Mas, por ora, aqui paro. C’est fini.</span></h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/581/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/581/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/581/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/581/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/581/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/581/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/581/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/581/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/581/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/581/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/581/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/581/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/581/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/581/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=581&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Tempos de crise&#8221; ou &#8220;Todo dia ele faz tudo sempre igual&#8221; ou &#8220;Para quem não sabe onde chegar, qualquer caminho serve&#8221;</title>
		<link>http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/10/27/tempos-de-crise-ou-todo-dia-ele-faz-tudo-sempre-igual-ou-para-quem-nao-sabe-onde-chegar-qualquer-caminho-serve/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 19:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ufa! Acho que não tinha produzido um título tão longo, né? Antecipo: este texto é uma confusão só. Um vômito [por vezes mal formulado] de sensações deste blogueiro. Uma gagueira mental. Pardon. Estou afastado do blog. Do meu e dos &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/10/27/tempos-de-crise-ou-todo-dia-ele-faz-tudo-sempre-igual-ou-para-quem-nao-sabe-onde-chegar-qualquer-caminho-serve/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=577&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align:center;"><span style="color:#ff00ff;"><em>Ufa! Acho que não tinha produzido um título tão longo, né? Antecipo: este texto é uma confusão só. Um vômito [por vezes mal formulado] de sensações deste blogueiro. Uma gagueira mental. Pardon.</em></span></h5>
<h5 style="text-align:justify;">Estou afastado do blog. Do meu e dos blogs que freqüento.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">O motivo: crise. Tenho uma crise que me é recorrente e, pior, não é muito bem compreendida por mim.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Em resumo: para onde vou? Os passos diários que dou me levarão a que lugar?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Para [tentar] contextualizar, começo com um livro sobre o qual tomei conhecimento na mostra de filosofia e cinema que freqüento aqui no Rio [tento ir todo sábado, ao menos]: <strong>&#8220;O mito de Sísifo&#8221;</strong>, ainda não lido por completo, mas que versa sobre o que seria, para Camus, o principal problema filosófico:</h5>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">&#8220;Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, aparece em seguida. São jogos. É preciso, antes de tudo, responder. E se é verdade, como pretende Nietzsche, que um filósofo, para ser confiável, deve pregar com o exemplo, percebe-se a importância dessa resposta, já que ela vai preceder o gesto definitivo.&#8221;</span></h6>
<h5 style="text-align:justify;">Não que eu tenha os mesmos questionamentos do livro, mas tem um trecho que definiu mais ou menos o que passo agora: logo no início do livro, ele fala sobre o sentido da vida, algo que em mim ficou assim:</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Existem pessoas que:</h5>
<h5 style="text-align:justify;">1) Descobrem o sentido da vida [ou o sentido da sua, pelo menos] e vivem com isso;</h5>
<h5 style="text-align:justify;">2) Descobrem o absurdo que é a vida [e sua falta de sentido] e vivem com isso ou &#8211; <em>grave</em> &#8211; decidem abandoná-la;</h5>
<h5 style="text-align:justify;">3) Nunca obtém respostas que satisfaçam essa dúvida. Ficam sempre com aquele fogo interno, aquela coceira que incomoda. E, para estes, a vida pode ser mais difícil [essa última parte não sei se tirei do livro ou se concluí-la eu].</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Acho ainda que o livro ignora na análise, e eu também, aqueles que passam pela vida sem nem se questionar sobre isso de ter ou não sentido.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E eu estou sempre no número 3. Não que necessariamente esteja eu com a coceira <em>full-time</em>, mas sempre sem respostas. E não especificamente relacionado ao sentido da vida, porque isso eu consigo resolver &#8220;bem&#8221; [dentro de meus complicados pensamentos <em>rs</em>] &#8211; apesar de esse sentido da vida estar bem relacionado com minha coceira.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">A minha coceira é sobre o meu objetivo de <em>vida</em>. É meu &#8220;viver pra quê?&#8221;. É o que faço quando acordo todos os dias. É o que vou ser lá na frente em conseqüência dos atuais passos diários. Estou caminhando para algo que quero ou vou chegar num lugar qualquer, mais determinado pela inércia diária que pela minha ação consciente?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E isto não é de agora. Persegue-me há algum tempo. Já pensei em terapia. Mas sou muito indisciplinado para soluções de longo prazo que exigem comprometimento semanal. Já conversei com outras pessoas, tentando ver em seus objetivos algo que talvez me ajude no meu. E elas, ou não pensam nisso, ou não tem e nem se incomodam. Na verdade, afora aqueles cujo objetivo de vida é &#8220;ter uma família e ver os filhos crescerem&#8221;, ninguém me deu uma resposta satisfatória. Nem esses objetivos de ter família servem, admito, pois o que quero é um objetivo em mim centrado, não a projeção de minha continuidade num outro.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Alguns indícios apontam que essa crise quase-existencial tende a surgir quando estou em crise com o trabalho. Afinal, acho que essa dedicação temporal que tenho de dar ao trabalho define muito o que sou/serei. Falta tempo, descanso, coragem para aproveitar o tempo livre e me dedicar a algo novo: uma futura profissão nova ou uma nova faculdade. Vivo de &#8220;bicos&#8221; mais felizes: um curso de fotografia aqui, uma mostra de cinema acolá, filmes em casa e livros e shows e passeios e vários outros prazeres freqüentes.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Não reclamo que sou infeliz. Nem acho que de fato o sou. Tenho tempo para me dedicar a vários prazeres. Mas a coceira não passa.  E não se trata de objetivos materiais. Planejar ter um apartamento, carro ou viajar mais vezes à Europa não supririam este incômodo. Para conseguir isto, o caminho atual é mais que suficiente.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E faltam culhões para jogar tudo pro alto e fazer o que eu realmente quero da minha vida. Ou talvez eles, os culhões, faltem porque eu realmente não sei o que quero fazer da vida. E saber o que quero seria satisfazer essa pergunta. Melhor, ao escrever este texto [que inicialmente foi uma troca de e-mails com o <a href="http://soumundano.blogspot.com/">FOXX</a>], descobri que na verdade até a pergunta está mal formulada. Essa descoberta, por sua vez, acrescenta um novo tempero à crise: antes de solucioná-la, terei de esclarecê-la.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Ou, talvez, se não conseguir evoluir nela, resta-me dá-lhe tempo, pois com o tempo, acostumo com ela e, depois, dela esqueço. Ou seja, daqui a pouco isso passa. Para voltar logo depois. Um círculo vicioso.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Enfim, a mim me parece que, seja em tempos de coceiras ou de costumes, vivo a vida de Alice: sem saber onde quero chegar. Um Chaplin [sem a genialidade do original], a mercê destes tempos modernos.</h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/577/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=577&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mexeu com a MPB, mexeu comigo!</title>
		<link>http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/10/13/mexeu-com-a-mpb-mexeu-comigo/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 20:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://inconstanteblog.wordpress.com/?p=566</guid>
		<description><![CDATA[“Ele é tudo o que você queria em um homem? Você sabe que eu te dei o mundo Você me teve na palma da sua mão Então, porque o amor foi embora? Eu simplesmente não consigo entender Pensei que fosse &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/10/13/mexeu-com-a-mpb-mexeu-comigo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=566&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>“Ele é tudo o que você queria em um homem?<br />
Você sabe que eu te dei o mundo<br />
Você me teve na palma da sua mão<br />
Então, porque o amor foi embora?<br />
Eu simplesmente não consigo entender<br />
Pensei que fosse eu e você, baby<br />
Eu e você até o fim<br />
Mas acho que eu estava errado”<br />
(autoria revelada durante do post)</h6>
<h5 style="text-align:justify;">Era um dia de trabalho qualquer até que uma colega de trabalho resolve cantarolar uma música sertaneja. Outro colega, fâ ardoroso de pop americano e devoto da Britney (para ele, a mais linda, a mais afinada e a mais malemolente cantora dos três tempos básicos: presente, passado e futuro), resolve espetar: <span style="color:#000080;">“e ainda falam mal do meu gosto musical&#8230; isso que é porcaria”</span>.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E eu, que estava de fora, mas adoro uma boa discussão, principalmente quando estou do lado contrário desse chatíssimo colega <em>eu-quero-ser-a-Britney</em>, resolvo participar:</h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;">- Mas porcaria em que sentido, Mr. Spears? <span style="color:#000000;">- questiono.</span></span></h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">- Em todos: a letra e a música são uma droga!</span> – respondeu.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Não me contive. Teci algumas considerações sobre estilos e propostas e que, quanto à música, cada um gosta do que quer e deve escutar aquilo que lhe soa bem aos ouvidos. E dane-se à opinião alheia. Mas, em termos de <span style="color:#ff00ff;"><strong>letra</strong></span>, não se pode gostar do pop americano e criticar Ivete, as bandas de forró (e sua tendência recente de versões daquele pop), pagodes, alguns <em>funks</em> ou sertanejo.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">O trecho citado acima não poderia ser de Zezé de Camargo? Ou Victor e Léo?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Mas não. É de Justin Timberlake. E usei essa tradução de <em>“What Goes Around&#8230; Comes Around”</em> porque este colega me sugeriu esta música como <span style="color:#008000;"><strong>exemplo</strong></span> de <span style="color:#008000;"><strong>POESIA </strong></span>(palavras dele!!!)! Talvez, penso eu, o parco inglês dele aliado à admiração pela música americana e a inegável influência dos EUA no nosso cotidiano o faça achar que tudo que é inglês é ótimo! Afinal, é <span style="color:#ff00ff;"><span style="color:#000080;">primeiro-mundo-tão-</span><span style="color:#ff0000;">chique-e-moderno-e-inteligente</span></span> e, mais importante, <span style="color:#008000;">tão-não-tupiniquim</span>!</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Ledo engano&#8230; Aliás, vejo isso em muita gente&#8230; e não há nada de inaceitável nisso, mas acho que um pouco de atitude crítica não é nada demais, certo?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Existe muita diferença entre <span style="color:#ff00ff;">“Eu-eu-eu quero ir-ir-ir / de qualquer jei-ei-ei-to / Libertar minha loucura hoje à noite / Eu-eu-eu quero mostrar-ar-ar / toda a safade-e-e-za / Que percorreu minha mente, woah”</span>  (I wanna go, Britney) e <span style="color:#008000;">“sábado na balada / a galera começou a dançar / e passou a menina mais linda / tomei coragem e comecei a falar / nossa, nossa / assim voce me mata / ai, se eu te pego / ai ai, se eu te pego”</span> (Michel Teló, que eu não tenho idéia de quem é, mas está no top letras do Terra)?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Música é pra ser diversa sim e que bom que existem vários estilos e cada um tem de escutar mesmo o que gosta. E todo estilo deve ser comparado com seus pares e dentro da proposta que “defende”.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Mas este colega ainda abre a boca para dizer que a MPB não tem uma<strong></strong> música sequer que seja poesia <strong><strong> (uma só, meu povo! ó indignação a minha!)</strong></strong>, que seja exemplo de conexão entre letra e música. Por causa de seu fanatismo pelo pop americano, vem me dizer que talvez apenas Tom Jobim tenha conseguido essa maestria americana de conectar tão divinamente letra e poesia. Pergunto-me se ele alguma vez escutou realmente ao menos Tom Jobim ou se reproduz roboticamente esta frase/impressão&#8230;</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E meu respeito por ele (que já não é grande como profissional) cai ainda mais.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Que fique claro que não tenho nada contra o pop americano. Estive na abertura do Rock in Rio e adorei os shows tanto da Kate Perry quanto da Cláudia Leite. Segurei na corda do caranguejo pra lá e pra cá e depois berrei que bebê, você é um fogo de artifício, vá em frente e mostre o que você vale!</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Música é arte e, portanto, não tem de obrigatoriamente ser entendida com a razão. Se arte toca você em algum nível, <em>tá valendo!</em> Se você se emociona com <em>&#8220;Beautiful&#8221;</em>, da Christina Aguilera, se fica tão feliz e pula sem parar com <em>“Vamos dar a volta no trio”</em> ou lembra daquele ex-namorado FDP quando escuta Bethânia cantar <em>“Mensagem”</em>, que ótimo! Sua sensibilidade foi tocada e reagiu à arte musical <em>(não quero </em>- nem saberia &#8211; <em> aqui discutir o conceito de arte ou dizer que <strong>x</strong> é arte e <strong>y</strong> não)</em>. Isto é sentimento e é sim um critério super válido para gostar ou não das coisas.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Mas, se quer partir para critérios racionais para definir que algo é superior a outro, não vem me defender linguisticamente o <em>american-way-of-music</em>, né? A língua inglesa é relativamente pobre. Não teve a sorte da miscigenização que nós tivemos e que resultou no nosso rico (ou <em>diverso</em> soa melhor?) português.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E isso fica ainda complicado num cenário em que cantoras não são mais cantoras. A proposta do pop americano (e falo aqui como pessoa rasa e sem conhecimentos musicais além do próprio gosto) é oferecer performances, não cantoras. A Britney não abre mão do playback, a Ke$ha é auto-tunada até pra falar, a Kate Perry desafina muito e a Shakira desapareceu no primeiro <em>“Moro&#8230;”</em> da Ivete. Mas, dentro da proposta delas, têm sim o seu valor. O tempo passa, o tempo voa, a poupança Bamerindus não existe mais e cantoras não têm de cantar bem. Mudanças: vivemos diariamente com elas.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Contudo, nossa MPB é riquíssima e com maravilhosas composições. Não caberiam num blog, quanto mais num post, as letras inebriantes que produzimos. Então, Mr. Spears, da próxima vez que resolver atacar a MPB, o faça com bom conhecimento de causa e na seara correta, pois aviso: mexeu com a MPB, mexeu comigo! <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/566/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=566&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Eles, os intelectuais</title>
		<link>http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/09/26/eles-os-intelectuais/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 00:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Comprei, há cerca de dois anos, um livro com uma coletânea de entrevistas do caderno mais! do Jornal Folha de São Paulo. Ele reúne entrevistas com pessoas das mais variadas esferas da arte [cinema, literatura, crítica, artes plásticas, pintura, música, &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/09/26/eles-os-intelectuais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=563&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align:justify;">Comprei, há cerca de dois anos, um livro com uma coletânea de entrevistas do caderno <span style="color:#ff0000;"><strong>mais!</strong></span> do Jornal Folha de São Paulo. Ele reúne entrevistas com pessoas das mais variadas esferas da arte [cinema, literatura, crítica, artes plásticas, pintura, música, teatro...] e me pareceu, portanto, uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais d’alguns artistas e ter a oportunidade de conhecer outros.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Vendo a lista de entrevistados, o primeiro nome que me chama a atenção é <strong>Mario Vargas Llosa</strong>. Conhecia muito pouco sobre ele, nunca tinha lido um livro seu, mas tinha uma curiosidade advinda da admiração que tenho pela pessoa que me indicou a leitura de seus livros.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Pois bem. Comecei a leitura super empolgado. E, a cada pergunta respondida, mais me <em>“decepcionava”</em>. Ele, um intelectual, emitia opiniões – a meu ver – desrespeitosas e ofensivas sobre algumas pessoas públicas e também intelectuais.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Discordar do outro é normal e até bem-vindo, mas chega a ser agressiva a forma através da qual ele refere-se a algumas pessoas. Terminei a leitura daquela entrevista com uma certeza: não quero ler os livros dele. Li mais algumas coisas sobre o dito e o incômodo continuava. Isso foi em 2009. Ano passado, ele ganha o Nobel de Literatura e, com toda a exposição que isso causa, mais uma entrevista com ele saiu no <em>Le Monde</em>. Li e, novamente, achei que permanecia pedante. Ratificou meu desejo de manter-me distante. Mas, admito, sempre <span style="color:#ff00ff;"><strong>curioso</strong></span>.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E o tempo passa.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Semana passada, uma busca no Google me leva à <a title="Revista Bula" href="http://www.revistabula.com/" target="_blank">Revista Bula</a>. Leio o artigo chamado <a title="Sartre: o messias da filosofia" href="http://www.revistabula.com/posts/ensaios/sartre-o-messias-da-filosofia" target="_blank"><em>“Sartre: o messias da filosofia”</em></a> e tomo conhecimento do livro <em>“Os intelectuais”</em>, do [também intelectual] Paul Johnson, que descubro ser um crítico mordaz de outros tantos ditos intelectuais. Um de seus textos – pasmei – chama-se <em>“Jean-Paul Sartre: Uma bolinha feita de pêlo e tinta”</em>.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Pelo pouco que li, vi que Paul Johnson critica os [considerados] intelectuais cujas vidas “práticas” destoam daquilo que escrevem. Intrigado, procurei mais informações sobre o livro. Caí num artigo [em inglês] do próprio Paul no qual ele defende que é melhor manter autores e suas vidas em separado, que não importa o que eles fizeram da vida, se foram coerentes ou não, o que importa é o resultado de suas obras. Pareceu-me, então, que ele, o intelectual e notoriamente polêmico Paul Johnson, apresentou sua primeira “incoerência”, ou, melhor, mudou de opinião.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Em suma: autores são maiores que suas obras. Sim. Isto tem um fundo de verdade para mim, mas não sei se consigo aplicar isto a todos os aspectos e decerto não quero tecer frases aleatórias sobre isto. Prefiro ater-me ao fato de que a incoerência entre obra e vida não invalida os feitos de uma pessoa. E daí que Sartre talvez fosse [de acordo com o artigo] <em>“inconseqüente politicamente”</em> ou <em>“fracassado como homem de ação”</em>? Isto reduz seus escritos, seus pensamentos? Não. <strong>Talvez</strong> isto demonstre a incapacidade de ser aquilo que ele achava que era o correto, mas não desqualifica sua análise.</h5>
<h5 style="text-align:justify;"> E voltei a lembrar do Mario Vargas Llosa. Queria tanto lê-lo. Saber quais foram as <em>“Travessuras da menina má”</em> ou os <em>“Elogios da Madrasta”</em>&#8230; E numa dessas coincidências estranhas, passo por uma biblioteca daqui do trabalho e vejo um de seus livros. <em>“Cartas a um jovem escritor”</em>. Melhor não resistir, certo?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Estou a lê-lo desde então. <span style="color:#000080;"><strong>Maravilhoso</strong></span>. Dá um prazer enorme. Tanto que já coloquei dois livros seus na lista de livros a comprar. Tanto que estou a um passo de perdoar as asneiras [assim julguei eu] que o intelectual Llosa profere.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Já Paul Johnson e suas ácidas e polêmicas opiniões terão de esperar. Melhor ler mais sobre muitas pessoas citadas em seu livro antes de conhecer os argumentos ditos com o claro intuito de desqualificá-las.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Se vivo estivesse, Sartre talvez se repetisse e dissesse, sobre Paul Johnson, que <strong><span style="color:#ff0000;"><em>“o inferno são os outros”</em></span></strong>.</h5>
<h5><span style="color:#000080;">Um beijo,</span> <span style="color:#008000;">um xêro</span> <span style="color:#ff0000;">e um queijo!</span></h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/563/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=563&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vingança gramatical</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 00:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Éramos dois imperfeitos um para o outro. Assim que o vi, confesso, o desejei. Um pouco mais alto que eu, um rosto lindo, um corpo malhado, mas não muito [corpos muito musculosos mais me repelem que atraem] e um sorriso &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/09/19/vinganca-gramatical/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=558&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align:justify;">Éramos dois imperfeitos um para o outro. Assim que o vi, confesso, o desejei. Um pouco mais alto que eu, um rosto lindo, um corpo malhado, mas não muito <em>[corpos muito musculosos mais me repelem que atraem]</em> e um sorriso lindo. Confesso, de novo: tinha certeza que não teria chance com aquilo tudo.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Conversamos um pouco, marcamos um jantar e eu logo percebi os <em>[muitos]</em> erros de seu português ruim, a incompatibilidade de gostos musicais, de cinema e teatro e livros e muito mais coisa. A cada <em>“concerteza”</em> que eu lia, fosse numa mensagem de texto ou numa conversa de MSN, <em>minh’</em>alma doía. Mas tinha vergonha de corrigi-lo. E então passei a dizer “com certeza” pra tudo, na ilusão de que ele pudesse perceber a diferença [hoje penso: será que ele percebia a diferença e achava que eu estava errado? <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ]</h5>
<h5 style="text-align:justify;">-Trabalhou mto hj?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">- Com certeza!</h5>
<h5 style="text-align:justify;">- Vamos jantar no sábado?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">- Com certeza!</h5>
<h5 style="text-align:justify;">- Será que vai chover no domingo?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">- Ah, eu ouvi um meteorologista dizendo que “com certeza choverá no fim de semana”!</h5>
<h5 style="text-align:justify;"> <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </h5>
<h5 style="text-align:justify;">Claro, eu também tinha lá meus “defeitos” para ele <em>[não que eu não os tenha para os demais, mas quero me limitar aqueles que eram defeitos na visão dele]</em>: não malho, não tenho o corpo definido, devo ter um percentual de gordura corpórea bem maior que o tolerável para ele, mal sei a diferença de bíceps para tríceps,  <em>whey protein</em>, então, putz&#8230; e não gostava dos filmes e músicas e livros que ele lia.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Mas, vai saber, resolvemos pagar pra ver. Foi meu primeiro <em>affair </em>mais “sério” aqui no Rio, e isto tem quase 3 anos. Durou pouco mais de 1 mês. Como não combinávamos em muita coisa, é natural o distanciamento. As famosas incompatibilidades. E apenas nos víamos <em>vezenquando</em>, pois ele trabalhava perto de onde moro, ou então nos encontravamos numa <em>baladinha</em> qualquer.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Eis que reencontramo-nos logo após o meu retorno das férias e entre aquele papo de sempre: oi-tudo-bem?, como-anda-a-vida?, já-se-formou?, tem-saído-muito?, ele resolve me alfinetar:</h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;"><strong>- Dá pra perceber que você continua sem malhar, né?</strong></span></h5>
<h5 style="text-align:justify;">E vejo um sorriso, que outrora era lindo, bem irônico. Pára tudo!</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Como assim? Não sei se foi a intenção ou apenas como chegou em mim [adoro a frase: <span style="color:#000080;">"Eu sei que você acredita que entende o que acha que eu disse, mas eu não estou certo de que você compreende que o que você ouviu não é o que eu quis dizer"</span>, atribuída a Robert McCloskey], mas senti uma boa dose de <span style="color:#ff0000;"><em>ironia-quase-maldade</em></span> naquela frase.</h5>
<h6 style="text-align:right;" align="center"><strong>Meu pensamento voou veloz e feroz: como assim esse desgraçado me diz uma coisa dessa? Não poderia ter ficado calado? O que eu fiz para merecer isto? Tudo bem que ele sabe falar – e até sabe par ao que serve – <em>whey protein</em>, mas nem deve saber a diferença entre “mas” e “mais” e me vem com uma dessas? Eu mereço! Já disseram que a melhor resposta à ignorância é o silêncio. Mas devo eu mesmo me calar? Ah, acho que posso pelo menos tentar revidar. Será que ele vai entender? Ok, decido: olha só, rapaz, você pode ser alto e malhado, mas não vai sair ileso dessa. E por mais que não entenda, pelo menos eu terei o doce sabor da vingança&#8230; mas o que vou dizer? E, de repente, a iluminação. Com um sorriso o mais cínico que me foi possível, respondi:</strong></h6>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#ff00ff;"><strong>- Com certeza. Separado e com “m”, o que é gramaticalmente correto.</strong></span></h5>
<h5 style="text-align:justify;">Fogos de artifício explodiram ao fundo, uma banda <em>à la</em> “Desfile de 7 de Setembro” aparece e <em>cheerleaders</em> com seus pompons nas mãos saltitam mais que a Daiane dos Santos. <em>Tá</em>&#8230; isso foi invenção, mas aquele foi o momento ideal para isso acontecer&#8230;</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E eu falei, ah, isso eu falei.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Bicha má!</h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/558/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=558&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre viagens e saudades e culpas</title>
		<link>http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/09/13/sobre-viagens-e-saudades-e-culpas/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 00:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho um histórico relativamente recente de viagens. Viagens durante as férias, refiro-me. Mais, às viagens de longa duração. Faço estas viagens mais longas [distância e/ou duração] há uns 4 ou 5 anos. Começou lá por volta dos 22 anos de &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/09/13/sobre-viagens-e-saudades-e-culpas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=553&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align:justify;">Tenho um histórico relativamente recente de viagens. Viagens durante as férias, refiro-me. Mais, às viagens de longa duração. Faço estas viagens mais longas [distância e/ou duração] há uns 4 ou 5 anos. Começou lá por volta dos 22 anos de idade, quando o salário já me permitia vôos maiores.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E viajar, meus caros, é sempre algo muito bom. Todo o processo de planejamento, escolha do lugar, estudo sobre atrações e história da cidade/lugares, reserva de hotéis, compra de passagens aéreas&#8230; tudo isso faz com que eu comece a aproveitar a viagem bem antes de embarcar no avião.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Na família, sou o mais <em>“viajado”</em>, tanto pela questão financeira quanto pela <em>“coragem”</em> e desembaraço que é necessário para sair do nosso mundinho e encontrar outras culturas e outras línguas. E isto <em>vezenquando</em> incomoda um pouco. A mim, claro, pois ter a oportunidade de conhecer muita coisa é muito bom, mas sempre o faço com a lembrança nos familiares que adorariam estar ali. Não que alguns desejem estar nestes lugares, porque não necessariamente dele já ouviram falar ou dele têm referências, mas que certamente adorariam <strong>caso</strong> tivessem a oportunidade.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Para mim, é uma sensação de quase cometer uma injustiça ao despender muito dinheiro em viagens que são pouco prováveis de serem realizadas pelos demais. Sinto-me, sim, culpado. Não sei se culpa é a palavra certa. Talvez seja um intermédio entre culpa e lamento.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Explico-me: não dá para conhecer o <em>Seaworld</em> e não chorar de saudade do irmão mais novo, imaginando o quão maravilhado ele ficaria vendo aquilo tudo. Não dá para estar no topo da Torre <em>Montparnasse</em>, vendo como Paris é linda ao pôr-do-sol e não trocar emocionadas mensagens com mãe e tias e, então, chorar também. Sim, sei. Sou chorão mesmo. <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </h5>
<h5 style="text-align:justify;">Talvez seja algo mais relacionado à forma como nossa família se relaciona. Sei que boa parte dessas viagens não são possíveis a todos [e até talvez nem sejam desejadas] e que se hoje eu faço é por causa do que consegui. Mas isso é <em>razão</em>. E nem sempre ela consegue domar o sentimento de lamento/injustiça.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E logo após toda viagem, ao chegar em casa, desfaço a mala e choro [de novo? aff...]. Choro de alegria. De felicidade de ter feito mais uma. De conhecer mais alguns lugares. De ter visto/feito/aprendido/escutado coisas maravilhosas. E coisas que me pareciam muito distantes há apenas alguns anos. Talvez esta emoção faça mais sentido para mim ou para quem conhece minha família ou de onde vim.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Também dá uma pontinha de orgulho de mim mesmo. E aí começa a sessão nostalgia e começo a lembrar de coisas mais antigas e penso: <em>“quem diria que você chegaria aqui, hein, Nuno?”</em>. Quem diria mesmo. Foi um longo caminho. Não é fácil. Não é impossível. Mas que, eu sei, ainda tem muito chão a ser trilhado.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Agora estou na etapa pós-férias: selecionar fotos, editá-las, montar álbum, mostrá-lo aos amigos, contar sobre a viagem, ver brotar um sorriso diversas vezes por dia ao lembrar de algum bom momento e aguardar ansiosamente pelo final do mês, quando viajo mais uma vez à terra natal, para encontrar a família e enchê-los de presentes e lembranças e fotos e histórias e dizer o quanto pensava deles naqueles momento.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Enfim, é isso. Estou de volta. E aos poucos conseguirei colocar minha vida, minhas leituras (livros, blogs&#8230;) e meu apartamento em dia <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  .</h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Um beijo,</span><span style="color:#008000;"> um xêro</span> <span style="color:#ff0000;">e um queijo!</span></h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/553/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=553&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A cada 12 meses&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 21:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;O direito a 1 mês de férias. E as minhas começam hoje. Eeeeeeeeba! Não sei aonde foi parar um post que tinha feito sobre este momento tãããããão bom :D &#8230; Então, de improviso e às pressas para sair correndo para &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/08/12/a-cada-12-meses/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=549&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 class="MsoNormal" style="text-align:justify;">&#8230;O direito a 1 mês de férias. E as minhas começam hoje.</h5>
<h4 class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="color:#ff00ff;"><strong>Eeeeeeeeba!</strong></span></h4>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Não sei aonde foi parar um post que tinha feito sobre este momento tãããããão bom :<span id="__caret">D </span>&#8230; Então, de improviso e às pressas para sair correndo para o aeroporto, despeço-me temporariamente de vocês e deste blog.</h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em setembro estou de volta. Durante as férias, por motivos óbvios, não postarei. Conhecerei novos lugares, novas culturas, novas comidas, novas festas, novos museus e obras e espero me divertir muuuuuito.</h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um xêro a todos e até setembro!</h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/549/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/549/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/549/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/549/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/549/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/549/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/549/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/549/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/549/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/549/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/549/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/549/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/549/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/549/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=549&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>366 dias</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 20:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou do tipo que se importa muito caso alguém esqueça meu aniversário. Eu tenho péssima memória para datas e vezenquando [vezemsempre?] esqueço de algum amigo/familiar. Não exijo, portanto, que lembrem do meu. Na verdade, não acho que é uma &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/08/08/366-dias/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=542&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align:justify;"><a href="http://inconstanteblog.files.wordpress.com/2011/08/cupcake-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-543" title="Parabéns!" src="http://inconstanteblog.files.wordpress.com/2011/08/cupcake-2.jpg?w=284&#038;h=300" alt="" width="284" height="300" /></a></h5>
<h5 style="text-align:justify;">Não sou do tipo que se importa muito caso alguém esqueça meu aniversário. Eu tenho péssima memória para datas e vezenquando <span style="color:#0000ff;">[vezemsempre?]</span> esqueço de algum amigo/familiar. Não exijo, portanto, que lembrem do meu.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Na verdade, não acho que é uma data muito importante. Ou melhor, não é uma data cuja lembrança signifique, para mim, que aquela pessoa é mais importante por ter lembrado ou menos importante por ter esquecido.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Claro, gosto de ser lembrado e gosto de lembrar dos amigos. Mas, quando esqueço, não me martirizo por isto. Meu primeiro ex-namorado <span style="color:#ff00ff;">[ia dizer primeiro namorado, mas o primeiro namorado também é o primeiro ex, certo? <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ]</span> só desejava feliz aniversário aos que lembraram do nascimento dele. <em>Birrazinha</em>, a meu ver, totalmente sem noção, né?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Então, querem a prova que sou péssimo com datas? Ontem este blog fez <span style="color:#ff0000;"><strong>1 ano de sua primeira postagem</strong></span>. Uhuuulll! Em 07 de agosto de 2010 eu publicava <a title="Um breve início" href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2010/08/07/um-breve-inicio/">“Um breve início”</a>. Aproveitei para ler novamente a proposta e acho que me mantive coerente com o que pretendia: ter o direito de ser não ser coerente, de mudar, de falar sobre o que <em>“penso, sinto, vejo, ouço, estou”</em>.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Acho que cumpri bem meu papel neste 1 ano. Gosto de muita coisa que escrevi aqui. Gosto dos <em>feedbacks</em> que tenho aqui. Apesar de acha que ultimamente desviei um cadinho do propósito inicial. Mas não é o momento de falar sobre isso&#8230;</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Quero é <span style="color:#ff00ff;"><strong>agradecer</strong></span> pela paciência na leitura de meus longos textos, pela freqüência, agradecer aos que comentam, aos que não comentam e aqueles que, através da leitura do blog, se interessaram em conhecer este ser que vos escreve.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">É muito bom estar aqui.</h5>
<h5 style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Um beijo,</span> <span style="color:#008000;">um xêro</span> <span style="color:#ff0000;">e um queijo!</span></h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/542/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=542&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Parabéns!</media:title>
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		<title>Pertencimento</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 00:54:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre achei estranha a grande identificação que alguns amigos/conhecidos tinham com o “jeito de ser” nordestino. Essa identificação com o termo era algo que me parecia distante demais. “Sergipano”, “pernambucano”, “paraibano”, “cearense”, “baiano” ou “nordestino” eram termos que soavam dissociados &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/08/05/pertenciment/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=537&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align:justify;">Sempre achei estranha a grande identificação que alguns amigos/conhecidos tinham com o “jeito de ser” nordestino. Essa identificação com o termo era algo que me parecia distante demais. “Sergipano”, “pernambucano”, “paraibano”, “cearense”, “baiano” ou “nordestino” eram termos que soavam dissociados de vínculo para mim. Meu vínculo era maior: sentia-me brasileiro. Nada de pertencimentos regionais ou estaduais&#8230;</h5>
<h5 style="text-align:justify;">&#8230; até que saí da casca.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Vir morar no Rio gerou em mim uma identificação com o termo “nordestino”. Talvez menos por saudade e mais pela identificação forçada pelo encontro com o outro. Lá, era apenas mais um. Um igual. Aqui, o outro me impõe esta caracterização. O outro, em parte, nos define. Adoro a seguinte definição da Márcia Tiburi [tirada do livro “Filosofia em comum”]:</h5>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">“O outro é quem me leva a pensar ao negar meu lugar, ao duvidar do que sou, ao me colocar referido a mim mesmo. O que ele consegue simplesmente ao ser ele mesmo, ao refletir minha ignorância ou meu saber, por estar do outro lado mostrando-me o que não sou, o que não sei, que sou eu ao não ser ele, que não sou nada sem ele.”</span></h6>
<h5 style="text-align:justify;">Óbvio fica que esta identificação forçada não é devida a preconceitos cariocas. É o estranhamento pelo sotaque [<em>hoje já não tão forte</em>], pelos termos e expressões desconhecidos. Mas agora me questiono mesmo se é só a relação com o outro. Vejo que a saudade também tem seu lugar. Não aquela que significa que quero voltar, pois bem sei que não quero. Uma saudade que significa mais o reconhecimento em mim de coisas que eu não percebia.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Nunca fiz a linha nordestino sofrido. Não nasci em berço esplêndido, mas longe sempre estive da fome e nunca sofri por falta do suprimento às necessidades básicas. Mas Euclides da Cunha disse que “o nordestino é um forte” e isto antes era, para mim, uma caracterização mais tida como “elogio”. Hoje, com olhos mais amplos, vejo que é um reconhecimento. Sofre-se demais naquela terra. Pela seca, pelas condições, pelos desvios políticos, pela fé. O nordestino é um forte.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Lembro dos arrepios que senti quando assisti à nordestinidade presente no documentário <span style="color:#008000;">“O homem que engarrafava nuvens”</span>: uma ou outra música que me remetia à infância ou à cenas de lá me tocavam particularmente. Escutar o sotaque também ativa algo em mim. Já me disseram que basta eu ligar pra minha família que no primeiro “alô” meu sotaque fica mais forte.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E como muitos de nós vieram “tentar a vida” no Sudeste [já ouvi que o nordestino tem tanta fé que ou sobe para São Pedro ou desce para São Paulo], é natural que estejamos em empregos que exigem menos qualificação profissional. Escuto seus sotaques e reconheço seus rostos em porteiros e garçons e garçonetes e às vezes dá vontade de saber um pouco mais sobre eles. De dizê-los que também sou de lá e, quem sabe, trocarmos algumas histórias.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Da última vez que visitei minha cidade, tirei um tempo para visitar a feira semanal e fazer umas fotos. Registrar rostos marcados de tanto sol, encontros, chapéus de couro, inchadas, arados, cumbucas, panelas de barro, mosqueteiros, comidas, roupas, linhas de crochê, esmaltes, carrinhos-de-pau e boiadeiros. E bons momentos felicidade.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Chega a ser estranho ver gente tão pobre e feliz com tão pouca coisa. Claro, estranho para nós, conhecedores das coisas que o mundo oferece e, portanto, decepcionados por não ter tudo. Minha mãe dizia que era tão feliz quando era criança, e não tinha quase nada. Lembro de Caetano, “quando não queres nada, nada falta”. E, como disse Lenon [não tenho certeza da autoria], a ignorância é uma bênção.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Hoje tive mais um momento de conexão com estas raízes. Durante o almoço, fui à Caixa Cultural. Logo na entrada, o cartaz d’uma exposição: <span style="color:#ff0000;">“<strong>Arthur Bispo do Rosário</strong> &#8211; O Artista do Fio”</span>. Reconhecia aquele nome. Nordestino como eu, este sergipano é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, conhecido basicamente pelos círculos intelectuais. Foi um vanguardista e fez arte sem qualquer conhecimento técnico.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Negro, pobre e julgado louco, Arthur viveu, durante cerca de 50 anos, <span style="color:#000080;">“alimentando-se de sua arte, recusando os tratamentos psiquiátricos – drogas eletrochoques e lobotomia –, não frequentando os ateliês da arteterapia ou terapia ocupacional oferecidos. [...] Sua ‘vida-obra’ tem a força de uma rebelião silenciosa e solitária.”</span>*. <span style="color:#008000;">“Em sua criação artística, ele operou a alquimia da transformação daqueles espaços de dor, do horror e da humilhação [...] em lugar de vida, cultura, liberdade, saúde e superação”**</span>.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Sim. Euclides estava certo. O nordestino é um forte.</h5>
<h5></h5>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">*Texto de Ricardo Aquino, diretor do Museu Bispo do Rosário</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">** Texto de Wilson Lazaro, curador do Museu Bispo do Rosário</span></h6>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/537/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=537&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Despertencimento</title>
		<link>http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/07/31/despertencimento/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 23:24:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>in.Constante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sair de casa não é um processo fácil. Perde-se muita coisa: amor próximo, conforto, segurança, cumplicidade, aconchego. Ganha-se muita coisa também, é claro. Mas uma das etapas do processo que me foi particularmente difícil de assimilar foi o despertencimento. Não &#8230; <a href="http://inconstanteblog.wordpress.com/2011/07/31/despertencimento/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=532&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5>Sair de casa não é um processo fácil. Perde-se muita coisa: amor próximo, conforto, segurança, cumplicidade, aconchego. Ganha-se muita coisa também, é claro. Mas uma das etapas do processo que me foi particularmente difícil de assimilar foi o despertencimento.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Não acho que seja típica a todo mundo que sai de casa. No entanto, enquanto eu aprendia a desapegar do lar familiar e acostumar à nova vida, principalmente por ser numa outra cidade, via crescer em mim este despertencimento. E não é fácil.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Começou com coisas simples. Talvez com a cama na qual dormia quando ia visitar à família. Não era mais a minha. Pouco tempo depois não sabia mais onde ficavam os biscoitos ou o açúcar ou os pratos ou as toalhas. O sofá também já não tinha mais o meu lugar.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Foram mudanças “arquitetônicas” que se seguiram a mudanças comportamentais. Enquanto morávamos todos na mesma cidade e partilhávamos da mesma realidade, éramos todos relativamente parecidos.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Quando saio e cresço e mudo e conheço outras coisas e não sou mais o mesmo, este reconhecimento começa a dar lugar a um estranhamento. Vejo-os e os amo e faço tudo que posso por eles, mas ao passar dos dias em contato, as diferenças se sobressaem e o incômodo surge.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Num primeiro momento, o incômodo é por sermos tão diferentes, por não partilharmos mais dos gostos e histórias e posturas. As histórias familiares uma hora acabam e parece que ficamos sem assunto. Se falo sobre o Rio, eles escutam como se fosse eu um contador de histórias, nem sempre podem contribuir, por não morarem aqui. Quando contam coisas sobre os vizinhos e amigos e a cidade, eu tento prestar atenção, quando na verdade não mais me interesso por tais assuntos.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">O incômodo então cresce porque percebo que toda aquela saudade que eu tenho no Rio e que me faz visita-los 4 ou 5 vezes por ano dá lugar a esta sensação de despertencimento.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">E dói [dói muito] não se achar mais parte integrante daquela família que eu tanto amo. Dói muito ouvir minha mãe dizer que sabia que eu jamais voltaria. Dói muito não ser a pessoa mais paciente do mundo com eles o tempo todo em que estamos juntos. E daí se várias pessoas vêm me contar a mesma história familiar? Eu não queria tanto estar com eles?</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Durante um bom tempo eu menti dizendo que pretendia voltar. Não para a cidade na qual nasci, mas para a capital do Estado, o que já me deixaria mais próximo deles. E doeu quando revelei que não dá mais. Que não consigo. Que a distância será constante. Que grande parte das nossas alegrias e tristezas terão de ser partilhadas por telefone.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Era péssimo porque eu me julgava um ser humano desprezível por isto, por saber que não me sinto mais parte tão intrínseca das pessoas que mais amo no mundo. E foi algo que nunca compartilhei com ninguém, porque tinha vergonha disso.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Até que uma amiga um dia me contou que isto aconteceu com ela. E eu me vi refletido. Ela me contou isto porque um outro amigo em comum, que há pouco tempo se mudou de uma cidade da região serrana para o Rio, revelou que agora vai visitar a família e também não mais se reconhece. Ela já o tinha alertado sobre isto. E, veementemente, ele retrucou dizendo que isso jamais aconteceria com ele. Ledo engano.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Comecei a ver que este processo é natural aos que saem de casa e perdem a vontade de voltar. É natural aos que se abriram ao novo mundo e nele hoje se reconhecem. Como digo em meu “perfil” aqui para o blog, <span style="color:#000080;">“nordestino de certidão, carioca de coração&#8230;”</span>. Foi um peso tirado das costas.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Senti-me confortado com aquela conversa. Foi como se ela dissesse: <span style="color:#ff00ff;">“Calma, isso é natural! Não acontece só com você. E não significa que você não os ame.”</span>. Esta amiga tem algo de especial. Vezenquando ela conversa indiretamente comigo sobre coisas que eu não queria conversar com ninguém. Vezenquando ela percebe coisas em mim que mais ninguém percebeu. E é alguém que sempre se pôs muito disponível desde que cheguei ao Rio. Disponível inclusive para facilitar minhas faltas ao trabalho para ter mais tempo com a família durante minhas viagens.</h5>
<h5 style="text-align:justify;">Agora preciso ir. É noite de domingo. Tenho três casas de familiares esperando por minha ligação semanal. Boa parte da conversa que terei na primeira ligação provavelmente se repetirá na segunda e na terceira ligações. Porque assim é minha família. Contamos a uns tudo sobre o que acontece com os outros. Os que precisam de um puxão de orelha. Os que merecem elogio. E as novidades das crianças que sempre aprontam algo muito engraçado. E com toda a emoção que agora toma conta de mim por ter escrito isto, acho que ouvirei [com todo o prazer] essas histórias repetidas sobre as pessoas que foram fundamentais para que hoje eu seja quem eu sou. Vindo delas, mas em tantos pontos hoje tão diferente.</h5>
<h5><span style="color:#000080;">Um beijo,</span> <span style="color:#008000;">um xêro</span> <span style="color:#ff0000;">e um queijo!</span></h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/inconstanteblog.wordpress.com/532/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/inconstanteblog.wordpress.com/532/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/inconstanteblog.wordpress.com/532/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/inconstanteblog.wordpress.com/532/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/inconstanteblog.wordpress.com/532/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/inconstanteblog.wordpress.com/532/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/inconstanteblog.wordpress.com/532/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/inconstanteblog.wordpress.com/532/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/inconstanteblog.wordpress.com/532/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/inconstanteblog.wordpress.com/532/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/inconstanteblog.wordpress.com/532/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/inconstanteblog.wordpress.com/532/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/inconstanteblog.wordpress.com/532/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/inconstanteblog.wordpress.com/532/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=inconstanteblog.wordpress.com&amp;blog=15041938&amp;post=532&amp;subd=inconstanteblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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